Tuesday, October 30, 2007

Nutty !

Eu não como amendoim. Quer dizer, não é que eu deteste, mas basta eu comer uma paçoquinha para ficar empolada... De vez em quando não aguento e como uma canjica, mas normalmente fujo do amendoim como o diabo foge da cruz. Em compensação, adoooooooro todos os outros frutos secos: nozes, avelãs, castanhas do Pará, pecan, macadamia, pistaches, avelãs e principalmente, ai ai ai, a castanha de caju. O problema sendo que essas delícias são caras e calóricas... se bem que são saudáveis, consumidas com moderação.
Anfã. Minha ex-roommate natureba tinha uns potinhos na geladeira, que ela deixou quando foi embora. "Purê de amêndoas" e "purê de avelãs"? Hmmmm, sei não. Essas embalagens orgânicas não são muito atraentes, estamos tão acostumados com embalagens multicoloridas e design... Como estavam ali e eu não ia deixar estragar aquilo, resolvi experimentar.

Gente, que coisa mais deliciosa! Gostei tanto que, encorajada por amado marido, passei no supermercado bio e comprei um pote de "purê de castanha de caju"... Agora sério, a embalagem não é deprimente?
A consistência de cada uma dessas "manteigas" (porque na verdade é parecido com manteiga de amendoim, mas não leva óleo, nem açúcar, nem sal) é diferente: a de avelãs é é uma pasta escura e granulosa, com um sabor acentuado e um travinho amargo; a de amêndoas é bem clarinha, suave e molinha, é a mais neutra... Mas acho que isso é porque é manteiga de amêndoas não tostadas. A de castanha de caju é mais firme e lisa, mais densa... e é uma delícia, quase doce. Disparada a minha preferida.

O que fazer com elas? o pessoal vegan usa para fazer leite vegetal, diluindo um pouco da manteiga em água. Eu não sou vegan, e ainda estou descobrindo... sei que dá para usar em várias receitas, substituindo a manteiga de amendoim, mas ainda não experimentei. O que eu já fiz:

- Nut-tella: metade manteiga de amêndoas, metade manteiga de avelãs, açúcar ou adoçante a gosto. Depois de misturar tudo muito bem, passo no pão torrado e mando ver. Marido também adorou. Da próxima vez vou colocar chocolate em pó.
- Manteiga de castanha de caju no pão. That one speaks for itself...
- temperei um filé de peixe, com limão, sal, pimenta do reino e cebolinha. Deixei marinar e depois cozinhei no vapor, dentro da papillote (embrulhado em papel manteiga ou papel aluminio) com um pouco de cenoura ralada e cogumelos, e passei a manteiga de caju por cima.
-Fiz uma farofinha com farinha de rosca, manteiga de caju e sal e coloquei por cima de um filé de peixe (pode ser frango também) que fiz ao forno.
- fiz a mesma farofinha, so que com açúcar em vez de sal, e marido e eu comemos de colher.
- uma colher (sopa) de manteiga de avelã no bolo de chocolate dá um sabor maravilhoso.


Bem, a uilização principal é mesmo para passar no pão... em tempos de luta contra o colesterol, foram descobertas muito bem-vindas! E se quiserem experimentar e não acharem pronta, da pra fazer... basta colocar os frutos secos que escolher (sem sal, tostadas ou não) no copo de um liquidificador ou de um processador, bater durante 30 segundos, desligar para juntar os pedaços que grudarem no copo, e começar de novo, 30 segundos de cada vez, até dar consistência. Estou doida para ver se da certo com pistache!

Wednesday, October 24, 2007

Meme

Vi na Zel, e como estou sem assunto, veio a calhar:

1ª) pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2ª) abra-o na página 161;
3ª) procurar a 5ª frase completa;
4ª) postar essa frase em seu blog;
5ª) não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6ª) repassar para outros 5 blogs.

"Un jeune homme, qui avait déjà écrit hier à mademoiselle Hélène, un instant avant votre arrivée, s'est présenté, ce matin, au pavillon; je l'ai voulu éconduire; mais mademoiselle m'a ordonné si péremptoirement d'obéir et de me retirer, que, dans ce regard enflammé, dans ce geste de reine, j'ai reconnu, n'en déplaise à Votre Altesse Royale, le sang qui commande".

Alexandre Dumas, La fille du Régent, éditions Alteredit

Eitcha, que a frase era comprida! Bom, eu considerei que uma frase começa com uma maiúscula, e termina com um ponto.

Também não vou recomendar para ninguém não, quem quiser, faça, e depois me conte! :-D

Tuesday, October 16, 2007

Curso de Arte na História - não perca!

Eu sei que isso aqui não é vitrine que preste, mas quero divulgar. Dessa vez eu já escrevi para tia Sil, não vou perder!! E divulgo porque nossa, eu já estou impaciente para que comece logo. Só espero que a minha ídala demore para descobrir o quanto eu sou tapada...
Enfim, sem mais delongas, eis o anúncio da maravilhosa e amada Fal:

Abertas as inscrições do felomenal curso de Arte na História. O curso é totalmente virtual. But... se houver quem se interesse, faremos reuniões mensais só pra fofocar aqui em São Paulo. Não, não precisamos estar todos conectados ao mesmo tempo para mandar e receber aulas. É legal e bacana, é a quinta vez que eu dou esse curso na rede, sempre dá certo (né, ex-alunos??). As aulas, modestamente o caralho, são muitíssimo bem escritas e eu pego na sua mão pra te explicar as cousas. Além disso, vai ter atividades paralelas, discussões paralelas, esse vai ser de arrebentar.
Peça informações aqui:
artenahistoria@gmail.com
E divulgue no seu blog, se vc achar que deve. Convide seus alunos, seus amigos, seus correligionários. :o))))


ARTE NA HISTÓRIA

Aula I
Arte. Que é isso?
Algumas teorias sobre o surgimento da arte.
Pedra lascada, pedra polida.
A vida como nós a conhecemos: as primeiras civilizações
No princípio era o verbo
Dos tijolos sumerianos aos jardins suspensos da Babilônia, passando pelos gatinhos do Egito.
Os números da Maloca
Tantos povos, tantas histórias: persas, minóicos, micênicos, hititas, lídios, medos, dóricos fenícios, cartaginenses e, ufa, hebreus

Aula II
Se oriente rapaz I: China e Índia
As crianças da Grécia
Os geniais etruscos
Roma e a não-arte

Aula III
Balaio de gatos: bárbaros germânicos, arte românica, gótica e a Idade Média
Construindo catedrais com a Ana Paula
Se oriente rapaz II: Japão

Aula IV
Humanismo
Grandes navegações: o mundo diminui
A terra é mui graciosa, tão fértil eu nunca vi
Apertem os cintos, o Papa sumiu

Aula V
O barroco francês, Rembrandt, Bach e outras coisas do século XVII que fazem meu coração sorrir
Bebendo café com o Mauro

Aula VI
Carneirinho, carneirão: o Arcadismo
Born in the USA
Eu sou Napoleão Bonaparte
Linha de montagem

Aula VII
Vizinhos Reais
Noutras palavras, sou muito Romântico
Romantismo Português, ó pá!
Eu te amo, porra! - Romantismo no Brasil
Evolução: 'Sua mãe pode até descender dos macacos, mas a minha não'

Aula VIII
A vida como ela é: O Realismo
A Natureza é tão natural
Simbolismo Lerê Lerê
República ou morte
Impressionante
Freud, explica!!

Aula IX
Século novo, vida nova
Espartilhos e grandes bigodes: a Primeira Guerra Mundial
Futurismo, cubismo, dadaismo: é ismo que não acaba mais
Modernismo: Brasil e Portugal
Derretendo relógios
Fazendo moda, fazendo arte
Nós cantamos na chuva
A Segunda Grande Guerra
Baby boom
O anjo pornográfico

Aula X
Flower Power, o passaporte pra revolução
As veias abertas da América Latina
Coca-cola é isso aí: a publicidade e o divino, e as malas da Carla San
Moda, cinema, literatura, poesia, arquitetura, teatro, pintura, escultura, publicidade, rádio: stress puro ou seu dinheiro de volta.
O Havaí seja aqui : internet, a nova arte e o diário coletivo
De volta à pintura de paredes: os novos urbanos

Wednesday, October 03, 2007

Rugbygirl

O rugby é um esporte MUITO popular na França. Não chega a ser tão popular quanto o futebol, mas assim como a Formula 1 no Brasil, ou até mais. A Copa do Mundo de Rugby esta acontecendo agora, e é na França. Uma bola de rugby imensa foi pendurada na torre Eiffel para prestigiar o evento, não se fala em outra coisa na TV e todo mundo da seu palpite, inclusive apresentadores de sisudos programas políticos, patricinhas decotadas e senhoras na fila da padaria.
Eu não entendo quase nada de rugby, mas estou gostando cada vez mais. Não só do esporte em si, que tem muito mais a ver com estratégia do que parece, mas dos ideais de companheirismo, fair play e pura diversão que ele ainda transmite. Talvez por que não role (ainda) tanta grana e tanto marketing no rugby, ou por algum motivo que desconheço... não suporto mais futebol e quando torço pelo Brasil, é sem convicção por aquela seleção que não quer nada com jogo. Mas admito: sou um pouquinho torcedora do XV de France, até sem entender quando eles marcam pontos.
Sabado eles enfrentam a Nova Zelândia, considerada favorita. Os All Blacks, além de serem a melhor equipe e de terem os melhores uniformes, têm o haka, uma dança ritual maori, que executam antes de cada jogo. Cá entre nós, basta olhar um pouquim para o capitão dos All Blacks para entender: um esporte que tem um atleta desses não pode ser mau! :-)